11ª Jornada Nacional de Literatura

TUDO PRONTO PARA O MAIOR DEBATE LITERÁRIO DO BRASIL
Assessoria de Imprensa – Jornada Literária

Passo Fundo (RS) está pronta para receber grandes nomes da literatura nacional e internacional, como Gilles Lipovetsky, Jostein Gaarder, Ariano Suassuna, Ignácio de Loyola Brandão, João Ubaldo Ribeiro, Ana Maria Machado, Leonardo Boff e outros para discutir, com um público de 20 mil pessoas, a Diversidade Cultural na 11ª Jornada Nacional de Literatura. O maior debate literário do Brasil será entre os dias 22 e 26 de agosto, no Rio Grande do Sul, e tem uma ampla programação para todas as idades.

Em agosto, a cidade de Passo Fundo (300 Km de Porto Alegre e 175 mil habitantes) se transforma em uma biblioteca gigante. A 11ª Jornada Nacional de Literatura, marcada para o período de 22 a 26 de agosto, vai reunir cerca de 100 escritores do Brasil e do Exterior e mais de 20 mil pessoas no Circo da Cultura da Universidade de Passo Fundo para discutir A Diversidade Cultural: o Diálogo das Diferenças. Na programação, debates, conversas, shows, exposições, peças de teatro, uma reunião inédita da Academia Brasileira de Letras, o I Seminário Nacional de Jornalismo Cultural, o 4º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio, a 3ª Jornadinha Nacional de Literatura e muitas outras atividades para todas as idades.

Passo Fundo tem o que nenhuma outra cidade brasileira tem: a paixão pela leitura. Justamente por isso, a Jornada é um profundo debate sobre literatura. De uma hora para outra, os hotéis e restaurantes da cidade ficam lotados. Pessoas de todo o Brasil e de outros países (inclusive um grupo de oito estudantes da Polônia) enchem a cidade que tem, nessa época, eventos culturais espalhados por todos os cantos.

A cada dois anos, a cidade se transforma. A Jornada Nacional de Literatura é o maior debate literário do país. “Devia entrar para o Guiness”, diz Ignácio de Loyola Brandão, freqüentador assíduo e coordenador dos debates desde 1988 (depois se integraram à equipe o dramaturgo Alcione Araújo e o professor da PUC-Rio, Júlio Diniz). Ele conta que já viajou muito e não conhece nada igual à Jornada Nacional de Literatura. Tem encontros com escritores, sessões de autógrafos e feiras de livros como todos os outros eventos do gênero. A diferença fica por conta da preparação dos participantes, das informações que recebem, da leitura prévia das obras, das discussões e seminários que antecedem as jornadas e que contribuem para o aprofundamento dos debates. São mais de 20 mil participantes, representantes de 11 países.

Em 24 anos, já passaram pelas jornadas de Passo Fundo escritores como Edgar Morin, Nélida Piñon, Mario Quintana, Zuenir Ventura, Antonio Callado, Fernando Sabido, Josué Guimarães, Millôr Fernandes, Otto Lara Resende, Ignácio de Loyola Brandão, Rui Castro, Luis Fernando Veríssimo, Moacyr Scliar, Fernando Morais e muitos outros.

Neste ano, a Jornada recebe 110 escritores, entre eles Gilles Lipovetsky (Os Tempos Hipermodernos, da Editora Barcarolla, e Império do Efêmero, da Cia das Letras, entre outros publicados), Jostein Gaarder (O Mundo de Sofia), Margarida Rebelo Pinto, Clara Ferreira Alves, Ariano Suassuna, Carlos Heitor Cony, João Ubaldo Ribeiro, Ignácio de Loyola Brandão, Ana Maria Machado, Frei Betto, Leonardo Boff e Moacyr Scliar.

As atividades acontecem em uma grande lona de circo e em outras quatro “loninhas”, espaço destinado para o público jovem. Arthur Moreira Lima, Antônio Nóbrega e Lobão se apresentam aos participantes. Cervantes, Erico Verissimo e Hans Christian Andersen são os homenageados.

As pessoas que não conseguiram se inscrever, já que as 16.500 vagas se esgotaram em 40 minutos, poderão participar da feira do livro que acontece no Circo da Cultura e de todos os outros eventos paralelos que estão programados para diferentes lugares de Passo Fundo, como as exposições Erico Veríssimo 100 anos – Retratos da vida inteira e Sérgio Buarque Intérprete do Brasil. Debates, apresentações artísticas, conversas, leituras, muita história e muita gente. Assim serão os cinco dias do maior debate literário do Brasil.

Do Brasil e do exterior, grandes nomes da Literatura
Mais de uma centena de escritores nacionais e estrangeiros discute o tema Diversidade Cultural: o diálogo das diferenças na 11ª Jornada Nacional de Literatura.

Entre os 23 escritores internacionais convidados, estão o sociólogo francês Gilles Lipovetsky, o norueguês Jostein Gaarder, de O Mundo de Sofia, o professor de Literatura e ex-diretor da Biblioteca Nacional de Portugal Carlos Reis, Judith Langer, que é catedrática do Departamento de Teoria e Prática Educacional e fundadora e diretora do Instituto de Pesquisa em Educação de Albany da Universidade Estadual de Nova Iorque. Ludmila Zeman, cineasta, ilustradora de livros infantis e filha de um dos maiores cineastas checos, Karel Zeman e Ronald Jobe, pesquisador canadense e presidente de honra do IBBY (International Board on Books for Young People), que promove o mais importante concurso de literatura infantil, o Prêmio Hans Crhistian Andersen, também confirmaram presença.

Entre os brasileiros, Ariano Suassuna, Ignácio de Loyola Brandão, Carlos Heitor Cony, Luis Puntel, João Ubaldo Ribeiro, Ana Maria Machado, Frei Betto, Moacyr Scliar, Ivan Junqueira, Sérgio Rouanet e tantos.

O primeiro debate será no dia 23, às 14 horas e terá a presença de Cecília Costa, João Ubaldo Ribeiro, Marisa Lajolo, Nelson de Oliveira, Clara Ferreira Alves, Tassadit Yacine e Silviano Santiago. Eles discutem O nacional e as manifestações populares na ficção narrativa. Em seguida, Jostein Gaarder, autor de O Mundo de Sofia, traduzido para 42 línguas e vendido para mais de 20 milhões de pessoas, participa da grande conferência.

A indústria cultural: homogeneização, diversidade, resistências é o primeiro tema do dia 24. Participam Muniz Sodré, Gilles Lipovetsky, Alberto Dines e Mauro Maldonado. Depois Alcione Araújo, Frei Betto e Leonardo Boff analisam A sublimação do homem pela estética e espiritualidade. Antonio Grassi, Lobão, Walmor Chagas, Margarida Rebello Pinto e Luiz Carlos Abreu se reúnem no dia 25 para discutir o tema Literatura, música, teatro e cinema: transposições.

No último dia, J. Borges e um autor surpresa, Ricardo Azevedo, Muniz Sodré, Paulo César Carvalho Pinheiro e Ricardo Cravo Albin discutem a Poesia e música popular. Alcione Araújo, Ignácio de Loyola Brandão e Julio Diniz coordenam os debates.

Atividades movimentam participantes mesmo antes do evento
A 11ª Jornada não dura apenas os cinco dias. Mais que um evento, é uma manifestação cultural que tem mobilizado os participantes e os alunos do ensino fundamental e médio nos últimos meses por meio da pré-jornada e da pré-jornadinha.

A idéia é que os participantes conheçam, estudem e analisem as obras dos escritores que estarão em Passo Fundo no período da Jornada. Para isso há uma lista de livros e uma série de atividades agendadas para a discussão das obras. A partir do conhecimento prévio é possível ter um debate mais profundo e um diálogo mais criativo e enriquecedor durante a programação da Jornada, da Jornadinha e das atividades paralelas.

Cervantes, Andersen e Verissimo são os homenageados deste ano
Em comemoração aos 400 anos de Dom Quixote de la Mancha, considerada obra-prima da literatura universal, a 11ª Jornada Nacional de Literatura presta homenagem a Miguel de Cervantes e faz uma exposição em parceria com o Instituto Cervantes de São Paulo, a Embaixada da Espanha, o Grupo Santilla e a Universidade de Extremadura. Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança, criados por Cervantes, permanecem vivos no imaginário de leitores, que há quatro séculos acompanham a saga dos personagens.

O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Vendedora de Fósforos, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Imperador, Sapatinhos Vermelhos, O Homem de Neve. Essas e tantas outras histórias acompanham gerações e gerações de leitores. Personagens imortais criados pelo dinamarquês Hans Christian Andersen, eles agora são a inspiração para estudantes do ensino fundamental e dos cursos de Publicidade e Propaganda de todo o país que participam do Prêmio UPF Hans Christian Andersen em celebração ao bicentenário do nascimento contista.

A 11ª Jornada Nacional de Literatura não poderia deixar de homenagear Erico Verissimo, que neste ano comemoraria seu centenário. Ele escreveu, entre outros livros, a consagrada trilogia O tempo e o Vento, Incidente em Antares, Clarissa, Olhai os Lírios do Campo e tantos outros. Durante a Jornada, os participantes vão poder conversar com sua família, representada por Luis Fernando Verissimo, Lúcia, Mariana, Pedro e Fernanda. Uma exposição mostra a vida do gaúcho e a peça Fantoches conta a história do escritor gaúcho e apresenta alguns de seus personagens para o público da 3ª Jornadinha Nacional de Literatura.

Programação paralela movimenta Circo da Cultura
Dez acadêmicos revisitam clássicos da literatura nacional no encontro inédito que a Academia Brasileira de Letras promove fora de sua sede. Jornalistas das editorias de cultura dos mais importantes veículos do país participam do I Seminário Nacional de Jornalismo Cultural. A Jornada sedia, também, o 4ª Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio com a presença de teóricos de várias partes do mundo e entidades envolvidas em projetos de leitura. A 3ª Jornadinha de Literatura investe na formação de leitores e leva 12 mil estudantes a Passo Fundo. Além desses, cerca de 3 mil crianças e adolescentes participam gratuitamente da programação paralela.

Concursos valorizam a produção literária, homenageiam escritores e reconhecem os autores e seus trabalhos com algumas das maiores premiações do gênero. Mais de 30 cursos multidisciplinares marcam as manhãs da Jornada. Exposições, filmes e boa música também não vão faltar. Arthur Moreira Lima, Lobão e Antonio Nóbrega são algumas das atrações.

Um mundo para as crianças e adolescentes
Uma tenda só para eles no Circo da Cultura, apresentações artísticas, conversas com escritores, tardes de autógrafo, contadores de história, concursos literários e uma série de outras atividades fazem o sucesso da Jornadinha. Entre 23 e 26 de agosto, os estudantes discutem o mesmo tema da 11ª Jornada, Diversidade cultural: o diálogo das diferenças, e analisam os diferentes modos de ser, viver e conviver que identificam os grupos, as comunidades e a nação.

Na programação, destaque para as histórias que Joaquim de Paula vai contar, para a exibição do curta-metragem Raul da Ferrugem Azul, para o show musical Palavra Cantada, de Paulo Tatit e Sandra Peres, para a apresentação Os tapetes contadores de história. Os shows Sobre todas as cordas e Max B.O., a visita à sala multimídia que vai permitir o conhecimento e acesso a computadores, o Projeto Viramundos e as conversas com escritores também marcam o programa da Jornadinha.

Divididos em quatro lonas coloridas e usando mochilas nas mesmas cores da lona onde vão participar das atividades, as crianças e os adolescentes inscritos podem conversar, no primeiro dia, com os escritores Bia Hetzel, Ricardo da Cunha Lima, Daniel Munduruku, Ricardo Silvestrin, Elias José, Roger Mello, Regina Machado e Carlos Urbim. No segundo dia com Luiz Puntel, Antonio Yebra, Daniel Munduruku, Silvana Gontijo, Reginaldo Prandi, Walcyr Carrasco, Antonio Prata e Valéria Polizzi. No último dia participam Daniel Munduruku, Ludmila Zeman, Silvana Gontijo, Julián Fucks, Nelson Bacic, Valéria Polizzi, Antonio Prata, Luiz Vilela, José Eduardo Degrazia, Maria Tereza Maldonado, Reginaldo Prandi e Maria José Silveira.

Raul da Ferrugem Azul para todas as crianças
O maior sucesso de vendas da escritora infanto-juvenil Ana Maria Machado, Raul da Ferrugem Azul, virou um curta-metragem e será exibido aos 12 mil estudantes do Ensino Fundamental e Médio que se inscreveram na 3ª Jornadinha de Literatura, entre os dias 24 e 26 de agosto. A escritora Ana Maria Machado e o cineasta Gabriel Costa conversam com os participantes após a exibição do filme.

O livro já teve 40 edições e mais de meio milhão de exemplares publicados. E agora, com o projeto do cineasta Gabriel Costa, o curta está sendo exibido nas escolas públicas e particulares do país. A história é a de um garoto que, intrigado com manchas azuis que apareciam em seu corpo, deduziu que era ferrugem. Procurando uma explicação para o estranho fenômeno, Raul descobre como as dificuldades de reagir às pequenas e grandes violências do dia-a-dia marcam o espírito e o corpo das pessoas.

A história de Erico Verissimo na peça Fantoches
Erico é um jovem escritor em crise com sua própria obra. Seus personagens, também. Rebeldes e não concordando com o enredo que o escritor criou para eles, abandonam as histórias onde vivem. Nanquinote é um desses personagens. Ele sai do papel e foge para conhecer o mundo. Em suas caminhadas, conhece o Capitão Rodrigo, um homem conhecedor do amor e da alegria de viver, e Clarissa, uma adolescente sensível e ávida pelo conhecimento. Nanquinote ainda encontra tempo para se apaixonar por uma bailarina de papelão exposta em uma loja de brinquedos. Suas aventuras, descobertas e frustrações levam o jovem autor a perceber que também precisa sair do casulo e viver sua vida.

Assim é a peça Fantoches, criada pelo Grupo Viramundos para homenagear Erico Verissimo na 3ª Jornadinha Nacional de Literatura. Fantoches traz o nome da primeira obra do escritor gaúcho conhecido pela sua contribuição à literatura através de seus livros O Tempo e o Vento, Olhai os Lírios do Campo, Clarissa, Incidente em Antares e outros, além dos livros infanto-juvenis, como A vida do elefante Basílio, Os três porquinhos pobres, As aventuras de Tibicuera. Ela será apresentada, em princípio, para os 12 mil participantes do evento.

Concursos incentivam escritores e estudantes
Três concursos agitam estudantes e escritores do país e do mundo. Os concorridos prêmios 4O. Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, o 9O Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães e o novato UPF Hans Christian Andersen 2005 já contam com grande participação. Os vencedores serão divulgados no dia 22 de agosto, na abertura da 11ª Jornada Nacional de Literatura.

A coordenadora geral da Jornada, professora Tania Rösing, lembra que homenagear escritores consagrados ou iniciantes não é uma tradição brasileira. “Entendemos que é necessário encorajar pessoas que têm seus originais guardados em gavetas e não se encorajam em publicá-los a participarem de um concurso”.

O melhor romance em língua portuguesa
O 4º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura vai premiar o autor do melhor romance publicado nos últimos dois anos em língua portuguesa com R$100 mil. A grande produção literária dos últimos anos foi evidenciada com o recorde no número de inscrições, 231 contra os 138 registrados na 3ª edição do Prêmio.

A premiação é considerada uma das mais altas do gênero e premia, desde seu início, o vencedor com R$ 100 mil. O romance vencedor da primeira edição, em 1999, foi Tratado da altura das estrelas, de Sinval Medina. Em 2001, o prêmio foi dividido entre os escritores Antônio Torres (Meu querido canibal) e Salim Miguel (Nur na escuridão). Na última edição, em 2003, Plínio Cabral ganhou com o seu livro O riso da agonia.

Uma comissão formada pelo escritor Ignácio de Loyola Brandão, Carlos Reis (Universidade de Coimbra), Paulo Becker (UPF), Antonio Dimas (Universidade de São Paulo) e Regina Zilberman (Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) tem a difícil tarefa de escolher o melhor romance.

Contos para homenagear o padrinho da Jornada
Mais de 2,4 mil trabalhos concorrem ao prêmio de R$ 5 mil (primeiro colocado) e R$ 3 mil (segundo) do 9º Concurso Nacional de Contos Josué Guimarães. Esses contos foram escritos por 814 autores, número 50% superior à edição anterior. Os escritores do Rio Grande do Sul lideram a lista dos participantes, foram 283. São Paulo participa com 168 e o Rio, com 130. Também concorrem contistas da Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Nova Zelândia, Portugal, Espanha e Estados Unidos.
O Concurso é promovido pela Fundação Universidade de Passo Fundo e Prefeitura Municipal de Passo Fundo com parcerias com a Secretaria de Estado de Cultura do Rio Grande do Sul, por meio do Instituto Estadual do Livro e busca estimular e valorizar a criação literária no Brasil e homenagear o jornalista e escritor Josué Guimarães, o grande incentivador das jornadas.

Prêmio inédito promove a releitura de obras de Andersen
O bicentenário de Hans Christian Andersen é comemorado entre estudantes de 4ª a 6ª séries do Ensino Fundamental e entre os estudantes de Publicidade e Propaganda de todo o país. Suas tradicionais histórias e personagens, como O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo e A pequena Vendedora de Fósforos inspiraram o Prêmio UPF Hans Christian Andersen, que vai levar autor do melhor trabalho de cada categoria à Dinamarca, país de origem do contista.

Com a releitura das obras indicadas, as crianças devem produzir um texto narrativo. O trabalho será analisado por uma comissão composta por Joel Rufino dos Santos (Universidade Federal do Rio de Janeiro), José Luís Jobim (Universidade Federal e Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Maria da Glória Bordini (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e Paulo Becker (UPF). O vencedor e o professor que o incentivou a participar do concurso vão passar uma semana nas cidades de Copenhagen, capital da Dinamarca, e Odense, onde Andersen nasceu.

Os estudantes de Publicidade e Propaganda, baseados nos famosos personagens, podem preparar uma campanha publicitária com cartaz, outdoor, selo comemorativo, spot e VT. O escritor e publicitário Luiz Coronel, Miriê Tedesco (UPF) e Maria Goreti Betencourt (UPF) escolhem a melhor campanha publicitária. O vencedor desta categoria também ganha uma viagem à Dinamarca.

Os imortais da Academia Brasileira de Letras em Passo Fundo
Pela primeira vez na história da Academia Brasileira de Letras (ABL), seus acadêmicos realizam uma reunião fora da sede, no Rio de Janeiro. Eles se encontram em Passo Fundo, nos dias 23, 24 e 25 de agosto para o Encontro Nacional, com o tema Revisitando os Clássicos.

O Encontro será aberto pelo escritor Ivan Junqueira, presidente da ABL, com o painel Manuel Bandeira e a Consciência Poética. Em seguida, o gaúcho Moacyr Scliar fala sobre as influências de Érico Veríssimo na literatura do Rio Grande do Sul, através do tema Caminhos Cruzados. Sérgio Rouanet encerra o dia analisando a obra de Machado de Assis.

Ana Maria Machado abre o segundo dia do evento revitalizando a obra de Carlos Drummond de Andrade no painel Um clássico do século XX. Gonçalves Dias e seu livro O Leito das Folhas Verdes serão abordados por Antônio Carlos Secchin. João Ubaldo Ribeiro encerra o dia apresentando as influências dos clássicos literários brasileiros em sua obra.

No último dia do evento, Alberto da Costa e Silva aborda O Ateneu, de Raul Pompéia, uma das mais significativas obras do realismo brasileiro. Arnaldo Niskier fala sobre O Olhar Pedagógico de Machado de Assis, Carlos Heitor Cony apresentará sua visão da obra Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida e Cícero Sandroni fala sobre o Guarani, de José de Alencar.

Jornalismo cultural em pauta
Profissionais dos maiores jornais e revistas culturais do país se reunirão das 9h30 ao meio-dia, no Auditório do Centro de Eventos da UPF para participar do I Seminário Nacional de Jornalismo Cultural. Eles discutem com uma platéia de 400 pessoas os desafios e perspectivas do jornalismo cultural. As diferenças regionais, o jornalismo de Cultura, de Variedades e de Espetáculos e as alternativas para manter o jornalismo cultural são os temas das mesas-redondas.

Marco Pólo (poeta, ex-editor cultural do Jornal do Commércio e editor da Continente Multicultural), Sérgio Sá (apresentador do programa Sessão das Duas da TV Brasília e colaborador do Correio Braziliense) e Daniel Piza (editor-executivo e colunista de O Estado de S. Paulo abrem a programação analisando O jornalismo cultural hoje: as diferenças culturais.

O tema Jornalismo de cultura, de variedades ou artes e espetáculos? será abordado por Alberto Dines (editor do Observatório da Imprensa), Paulo Markun (Roda Viva, TVE) e Regina Zappa (ex-editora do Jornal do Brasil).

Encerrando o I Seminário Nacional de Jornalismo Cultural, Cristiane Costa (editora do Portal Literal e da Revista Nossa História e ex-editora do caderno Idéias do Jornal do Brasil), Arthur Xexeo (editor do 2º Caderno de O Globo), Carlos Graieb (editor de cultura da Revista Veja), José Castello (atuou na Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e é colaborador de diversas revistas) e Álvaro Costa e Silva (editor de Cultura do Jornal do Brasil) discutem Alternativas para manter o jornalismo cultural.

Os moderadores dos debates são os editores de Cultura Eduardo Veras (Zero Hora) e Maria Wagner (Jornal do Comércio) e Juarez Fonseca (colaborador do jornal ABC Domingo do Grupo Unisinos, da Revista Aplauso e Revista Sucesso). O Seminário Nacional de Jornalismo Cultural é promovido pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e pela Fundação Universidade Passo Fundo (FUPF).

4º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio
Realizado alternadamente em Passo Fundo e em universidades de outros países, o 4º Seminário Internacional de Pesquisas em Leitura e Patrimônio reúne teóricos de várias partes do mundo e entidades diretamente envolvidas em importantes projetos de leitura na 11ª Jornada.

O painel Leitura e Cultura abre o Seminário, no dia 23 de agosto. Participam da discussão a escritora Ana Maria Machado, José Antonio Pérez (assessor do Departamento de Educação da Embaixada da Espanha), Ronald Jobe (University of British Columbia/Vancouver – Canadá), Eloy Martos Núñes e Angel Suárez Muñoz (Universidad de Extremadura) e Gabriel Núñez (Universidad de Almería).

No segundo dia, Carlos Reis (Universidade de Coimbra e ex-diretor da Biblioteca Nacional de Portugal), Marta Morais (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), Antonio Ventura Fernández (diretor de Ediciones Anaya Infantil y Juvenil), Jaime García Padrino (Universidad de Madrid), Mar Campos (Universidad de Almería), Concepción Jimenez (Universidad de Extremadura) e Pedro Cerrillo Torremocha (Universidad de Castilla La Mancha) falam sobre Patrimônio cultural, língua e literatura.

Encerrando o 4º Seminário Internacional, em 25 de agosto, Claudinei Ferreira (Itaú Cultural), Mirian Brum (Funarte), Andréia Laux Ternus (Morro Reuter), Luiz Percival Leme Britto (Associação de Leitura do Brasil), Laís Fleury e Sylvia Albernaz Guimarães (Expedição Vaga-Lume) e Calos Moraes (Revista Ícaro) discutem Cultura e leitura em movimento e contam suas experiências de inclusão social e de formação de leitores.

A Jornada Nacional de Literatura é bienal. Um acordo entre as universidades estabelece que o Seminário será realizado em todas as edições da Jornada e nos outros anos, nas universidades parceiras. A primeira edição foi em Extremadura, na Espanha. Depois, foi a vez de Passo Fundo receber os teóricos. Em 2004 o Seminário foi em Paris e neste ano, Passo Fundo volta a sediar o evento.

Arthur Moreira Lima e seu caminhão-teatro chegam a Passo Fundo
Um caminhão de 12 m de comprimento que se transforma em um grande palco. Nele, o pianista Arthur Moreira Lima tocando Villa-Lobos, Ernesto Nazareth, Beethoven, Mozart, Radamés Gnattali, Pixinguinha, Luiz Gonzaga. Assim será a apresentação que o pianista faz nos dias 22, 25 e 26 de agosto, sempre às 17 horas, no Circo da Cultura.
As apresentações na 11ª Jornada Nacional de Literatura fazem parte do projeto Um piano pela estrada e abrem a turnê Nos caminhos da fronteira, que vai percorrer o Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul levando música de qualidade à população brasileira.
O projeto teve início em maio de 2002 e é inédito no Brasil. A primeira turnê, chamada São Francisco – um rio de música, percorreu cerca de 10 mil quilômetros durante um mês e foi acompanhada por mais de 60 mil pessoas em 5 estados.

Da dramaturgia ao discurso popular do samba
Cursos e oficinas apresentados por especialistas em multilinguagens fazem parte da programação paralela da 11ª Jornada Nacional de Literatura. No total são 30 cursos apresentados por profissionais brasileiros e estrangeiros sobre literatura, formação de leitores, dramaturgia, publicidade, língua e cultura surda, samba, pintura e língua estrangeira.

Fonte: http://www.jornadadeliteratura.upf.br/

2 comments

  1. Me parece que o momento é muito bom para o mundo literário brasileiro. Meu amigo Silvio, escritor, sempre comenta sobre a quantidade de livros lidos pelos brasileiros e constato que ainda falta o hábito da leitura, mas parece que os movimentos estão melhorando os índices.
    Ainda bem que os escritores, intelectuais e afins estão voltados para o problema de forma pró-ativa e não enaltecendo curriculos analfabetos como fazem alguns.
    Em casa, para ter direito a brincar com vídeo e computador, as crianças têm que ler pelo menos uma hora por dia, o tema é livre.

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