O plebiscito que desejamos.

Artigo

* Por Haroldo P. Barboza

O plebiscito que desejamos.

Pelo padrão moral duvidoso da maioria dos integrantes do nosso governo, certamente ficamos desconfiados de campanhas que o mesmo propõe pedindo nossa participação. Principalmente se já tentam direcionar o resultado. Parece que o poder central deseja nosso aval para oficializar alguma ação danosa e posteriormente nos culpar se algo der errado.

A pesquisa sobre desarmamento certamente está sendo cogitada num momento inadequado, quando diariamente somos sacrificados nas mãos de facínoras que não temem a Lei, pois seus advogados a conhecem bem e possuem todos os atalhos (de vários preços) para mantê-los longe das grades. Nesta época em que o Estado não nos oferece a tranqüilidade mínima nem para abrir janelas na varanda para não sermos alvejados pelos “olheiros” da favela em frente, será que não temos o direito nem de tentar (em desespero e em desvantagem) defender nossa família dentro do lar?

Se a população tivesse certeza (através de fatos concretos) de que marginais são capturados, encarcerados dentro de estruturas adequadas e fossem doutrinados a aprender ações úteis que lhe dessem oportunidade de retornar ao convívio social para serem úteis às comunidades, nem haveria necessidade do cidadão possuir uma arma em casa. Se assim age, é pelo desespero em ver a inoperância das autoridades (inclusive com diversos elementos atuando dentro de quadrilhas que deveriam combater).

Dados coletados e publicados relativos a programas de desarmamento efetuados em diversos países do mundo em séculos anteriores, mostram que a violência não foi reduzida com esta medida. Na verdade deixou as populações expostas aos desmandos governamentais (larápios de gabinete) e aos desejos dos gatunos urbanos (larápios de rua). Mas a população momentaneamente em desvantagem, sempre encontra algum meio (doloroso para todos) para reverter a situação desconfortável de insegurança. Este deveria ser o foco dos governantes: também oferecer segurança para que todos possam em paz, projetar e realizar seus sonhos individuais para benefício da coletividade.

O direito universal à vida, faz com que juizes perdoem aos que furtam para alimentar-se (ou aos seus familiares). Que tribunal condenaria uma pessoa que faça uso de uma arma (bem menos poderosa que as dos marginais) para defender sua família quando sua casa é invadida por animais que não se contentam em roubar e expelem toda sua maldade sobre crianças e idosos que não lhes oferecem resistência? No dia em que os governantes nos oferecerem condições adequadas de segurança, a população ordeira derreterá suas armas ou as jogará ao mar sem necessidade de gastos em campanhas com fins nebulosos que certamente agradam aos abutres internacionais que no caso de decidirem tomar conta de nossas fontes de água, não pretendem encontrar resistência similar a do povo que defende o Iraque.

Quem alega que uma arma em casa pode gerar acidentes fatais, tem razão. No entanto, automóvel é tão perigoso quanto uma arma de fogo. Talvez até mais, pois seu uso inadequado (bem como a falta de manutenção) ocasiona dezenas de mortes numa única ocorrência desastrada! A concessão de carteira de habilitação deveria ser mais rígida do que a concessão de porte doméstico de arma de fogo. Mas não fazem plebiscito contra os automóveis!

Dentro de casa temos álcool, detergentes, solventes, comprimidos, etc que podem ocasionar mortes pelo uso indevido. Sabendo usar, manter e guardar, a arma pode ser útil em momentos críticos. Quem está mal intencionado mata até com uma pedrada!

O índio que dorme em árvore não corre estes riscos. Apenas de cair lá de cima e fraturar um dedo. Ou ser atropelado por um grupo de animais ferozes e famintos. Quem vive em centros urbanos tem de conviver com seus equipamentos “modernos” e com os riscos que os mesmos trazem quando mal utilizados.

ALÉM DO MAIS, quando uma pesquisa é patrocinada pelo governo e ELE MESMO (junto com os que estão sob seu domínio em função de dívidas – a VARIG está oferecendo até a fuselagem de seus aviões para pintar o SIM – sem mesmo ter feito uma pesquisa entre seus funcionários) faz propaganda a favor de uma das opções, com certeza ela não é a melhor para o povo.

Quando realizarão plebiscitos anuais para saber se o povo está contente com os legisladores em atividade? Inclusive com a possibilidade de expurga-lo se o percentual do NÃO atingir 50 % !

Não se deixe levar apenas por estas ponderações. Nem somente pela propaganda da tv, que não lhe pergunta, mas já direciona. Agora converse com sua comunidade. Sinta seu ambiente de vida. Colete novos argumentos e decida com equilíbrio antes de outubro: SIM ou NÃO ?

Tendo em vista que as suspeitas urnas eletrônicas não imprimem os votos para posterior conferência, por se tratar de uma coleta simples, sugerimos que o evento seja realizado da forma tradicional, isto é, através de votos em papel. A apuração do resultado não passará de 2 ou 3 dias.

Queremos um plebiscito contra a mais perigosa arma que é usada por nossos legisladores: A CANETA!

Nós podemos fazer a diferença na verdade do futuro.

* Haroldo P. Barboza
Autor do livro: Brinque e cresça feliz

4 comments

  1. Não gosto de armas. No entanto esta história de desarmamento me parece, cada vez mais, uma forma de distração. Com certeza os bandidos armados contra uma população desarmada ficarão mais confiantes e mais ousados do que são. Acredito que usar arma é uma decisão pessoal e livre de cada um. Andar armado não. Silvio

  2. Assunto inoportuno que a ditadura do PT colocou para nós.
    Sem uma clara definição sobre o tema, levando o povo a agir de maneira emocional, o PT colocou o desarmamento no mesmo pé de igualdade do controle da imprensa, do judiciário e do legislativo, respectivamente com um órgão controlador da imprensa, com a reforma do judiciário e com a compra da sua base parlamentar através do vulgo “mensalão”.
    Tão importante quanto controlar quem faz as leis, quem julga as leis e quem comenta as leis é tirar a possibilidade de resistência real da população no projeto de tomada do poder do PT.
    Não a ditadura.

  3. Está no jornal atribuna ( tem o link no meu blog), a PM aprendeu com bandidos , armas que foram entreguess na campanha do desarmamento.
    E agora ?

  4. E bandido tá lá preocupado com porte de arma? Digo, sou a favor do desarmamento, mas me iludir que a violência vai diminuir a níveis toleráveis frente a esta medida… é cômico… O problema está apenas começando…

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