Daspu: grife carioca para prostitutas arruma briga

Um trocadilho virou motivo de discórdia entre o templo de luxo paulistano e a boca do lixo carioca. É que, quando resolveu criar uma confecção que gerasse uma renda para as prostitutas da Lapa carioca, a escritora Gabriela Leite teve a idéia de batizar a grife de Daspu. Mas na marginal Pinheiros, em São Paulo, na loja mais famosa do Brasil, ninguém riu. E a Daslu resolveu brigar na Justiça para impedir que o trocadilho batize as roupas feitas para vestir mulheres que ganham a vida se despindo.

A Daslu entregou uma notificação extrajudicial para a ONG Davida, que bancaria a confecção, para que o nome Daspu não seja utilizado. “Não há nenhum tipo de preconceito contra a atividade da ONG”, declara Rui Fragoso, advogado da loja paulistana. Ele afirma que esse é um procedimento padrão de defesa da marca: “Ocorre sempre que surge uma empresa com um nome similar ao da Daslu e que possa causar confusão”.

É difícil imaginar, entretanto, qualquer possibilidade de confusão entre as duas marcas. São dois mundos distantes, separados não apenas pelos 450 km de distância entre São Paulo e Rio de Janeiro. Afinal, pelo preço de uma camiseta da Daspu (R$ 20) não dá nem para entrar com o carro no estacionamento da Daslu (R$ 30 a primeira hora, se você não for cliente). O público-alvo também é bem diferente. O da Daslu é o da endinheirada elite paulistana, capaz de pagar até R$ 15 mil por uma jaquetinha de pelica D&G anunciada na inauguração da loja em junho. O da Daspu são as meninas de vida nada fácil que, em média, teriam que fazer vários programas por noite durante 15 meses seguidos para conseguir juntar esse dinheiro.

Se os produtos, os preços e o público não poderiam ser mais diferentes, o que dirá de suas mentoras? A escritora Gabriela Leite não lembra em nada sua colega empresária Eliana Tranchesi. Artista plástica de formação, Eliana transformou a loja herdada da mãe (Lúcia, que fundou a loja com a amiga Lourdes, o que motivou o “das Lu”) na meca do consumo no Brasil. Nos seus 20 mil metros quadrados, a Daslu vende roupas exclusivas de grife própria e de outras 120 marcas chiques como Gucci, Chloé, Chanel, Prada e Louis Vuitton. Vende também outros produtos como vinhos, iates e helicópteros, e enfrenta um rumoroso processo por suspeita de sonegação e fraude.

A Daspu não tem heliponto, como sua colega paulistana, nem vende marcas famosas. Aliás, não vende nada por enquanto. Sua primeira peça – uma camiseta do bloco carnavalesco Prazeres da Vida, organizado pela ONG – só será apresentada na segunda-feira, dia 5. A mulher por trás da Daspu é uma ex-estudante de sociologia que abandonou a USP e fez programas durante 11 anos. Hoje Gabriela Leite dirige a Davida, uma ONG voltada para as profissionais do sexo, realizando programas de prevenção de Aids (só no Rio são 4.120 mulheres atendidas). Leia o restante da matéria no site no mínimo.

Matéria do site no mínimo por Luiz Antonio Ryff

Nota por Elaine Paiva

Se a idéia da Gabriela Leite era chamar atenção, ela conseguiu pois já recebeu notificação da Daslu e os olhares da mídia.

Particularmente acho desnecessário o nome escolhido. Gabriela teve uma ótima idéia pela cooperativa, mas não soube escolher o nome da grife. As roupas feitas por costureiras da cooperativa poderiam servir para todas as mulheres, mas agora com a grife “Daspu” vai ser difícil. Não porque vem da cooperativa de prostitutas, e sim , pela forma que vem sendo colocada pela idealizadora da griffe.

Sds…Elaine

10 comments

  1. Antes de tudo, obrigado pela força em comunicar minha dificuldade de postar. Me deu uma idéia doida, instalei o FireFox e consegui.
    Quanto ao artigo, excelente, mas dá uma lida no jornal Beijo na rua. Veja como se posicionam de frente, assumindo o que fazem. Me impressionou a firmeza delas.
    Abraços

  2. De verdade, prefiro dar um presente da Daspu que da concorrente burguesona.
    A criatividade e a originalidade das meninas do calçadão, ganham de goleada da grife.
    É nessa hora que a gente conhece quem a mulher que está ao nosso lado, se é o tipo Daslu ou é do tipo Daspu.
    Bjs

  3. Olá Elaine!!
    O pinguim tá no meu e-mail… clico em propriedades e quando tento colar na página ele não abre…. tem algum outro jeito que essa anta não saiba??? rsrs
    bjs…

  4. hehehehe….

    Ninguém merece….
    Realmente! com o enfoque dado ao nome e a relação com as moças da vida, vai ficar meio que restrito a venda das roupas dessa grife…. rsrs….
    bjs…

  5. boa tarde Elaine!

    parabéns vc é uma mulher de garra!

    queri morar ai para fazer umas comprinhas !

    mas sou de bh!

    um abraço mulher guereira!

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