BEBÊ – Mamadeira pode levar à obesidade

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Temple, na Filadélfia (EUA), e publicado no Journal of Pediatrics, aponta que limitar o uso da mamadeira pode ajudar a prevenir a obesidade infantil.
A pesquisa constatou que crianças com mais de 24 meses que ainda tomavam mamadeira tinham 30% mais chances de serem obesas quando atingissem a idade de cinco anos. Os autores da pesquisa sugerem ainda que pediatras e outros especialistas procurem junto com os pais soluções ao uso da mamadeira mesmo antes de a criança completar um ano.

A amamentação com leite materno, recomendada até os dois anos, seria uma das formas mais indicadas para evitar esse problema. “Até os seis meses, a criança poderá ser alimentada exclusivamente no peito. Depois dessa idade, podem ser introduzidos outros alimentos para complementar a nutrição, porém o uso de mamadeiras com leite engrossado, por exemplo, é desaconselhado”, explica Antonio Carlos Turner, coordenador do serviço de pediatria do Hospital Balbino (RJ) e membro da Sociedade Brasileira de Imunizações. PONTO

Porções maiores

Segundo o pediatra, a obesidade infantil é um dos assuntos que mais preocupam e dos mais abordados hoje em dia, nos congressos. Segundo ele, se nada for feito agora com relação à alimentação das crianças, o mundo pode enfrentar uma epidemia de obesos muito maior do que está se vendo hoje.

“As porções estão aumentando. Um bife oferecido em uma refeição, há 15 anos, pesava 80 gramas; hoje, são 240 gramas. Os pacotes de biscoitos e batatas fritas, por exemplo, aumentaram de tamanho, o que estimula um consumo maior desses produtos”, ressalta.

Turner alerta também para o fato de que os maus hábitos alimentares em casa e na escola contribuem para o sobrepeso na infância, e que crianças obesas tendem a ser adultos obesos se não houver controle da alimentação. “Crianças acima do peso correm sério risco de desenvolver diabetes, hipertensão e ter colesterol alto, a chamada síndrome metabólica”, ressalta o médico.
Exemplo

Além de encontrar porções maiores, o hábito de comer fora de casa pode levar a um consumo exagerado de alimentos processados. Segundo Andrea Vivas, nutricionista do Hospital Badim (RJ), é importante que desde cedo as crianças sejam estimuladas a consumir alimentos como frutas, verduras e legumes.
“Tudo começa com o exemplo vindo de casa; por isso, é importante que a família esteja reunida, sempre que possível, durante as refeições, e que se alimentem em horários regulares, longe da TV”, completa.
Outra dica da nutricionista é deixar o prato das crianças bem colorido, um indicativo de que pelo menos um elemento de cada grupo (proteínas, glicídios, lipídios, vitaminas e sais minerais) será incluído na refeição.

Fonte: BrPress

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