Artigos: Quando o tempo é uma impressão

* Por Tália Jaoui

Sabia que eu já vendi tempo? Isso mesmo. Certo dia, pensei o que eu tinha de sobra para vender para quem necessitasse. Tempo. A pessoa comprava uma hora do meu tempo e eu fazia o que ela precisasse. Fazia compras no supermercado, levava idosos ao médico, fazia orçamentos, telefonava para os serviços de atendimento ao consumidor das empresas para resolver aqueles problemas que não se resolviam antes do quadragésimo segundo minuto. Resolvi vender tempo, porque tempo é algo precioso, que as pessoas já não têm e quando têm, estão com tanta pressa que não aproveitam de forma satisfatória. Quando elas percebem, lá se foram cinco horas ou quinze anos.

Outro dia li algo interessante, enviado por um funcionário da Volvo na Suécia. Ele disse que as pessoas que chegam cedo ao estacionamento da empresa, estacionam o carro longe da porta de entrada e andam muito para chegar lá. Eles fazem isso porque os colegas que chegarão mais tarde, provavelmente necessitarão das vagas mais próximas, já que estarão atrasados. Interessante ponto de vista.

“Fast food”, “fast shop”, produzir resultados rapidamente, prazeres imediatos, “vamos logo que estou com pressa, não tenho tempo para isso, não tenho tempo para perder”. Esta é a linguagem com a qual estamos acostumados. Pois já ouvi falar em “Slow food”, um conceito onde comer devagar é o que conta, curtindo a família e os amigos (as nutricionistas agradecem, já que mastigar 25 vezes cada garfada ajuda o cérebro a dizer ao seu estômago que você está satisfeito).

Também já ouvi falar na nova cultura do “slow down”, onde a pressa é inimiga da perfeição e devagar se vai longe. Interessante como as pessoas que planejam têm melhores resultados do que as afobadas, que querem tudo para ontem. Interessante como quem come devagar, apreciando o sabor dos alimentos, parece comer menos e ter mais longevidade do que os glutões de plantão.

Você tem tempo para os seus filhos? Para os seus projetos? Para os prazeres da vida, para aquilo que te dá alegria? Para escrever tudo o que quer deixar de legado para quem você ama? Sim, porque você deve ter uma teoria sobre a vida. Já escreveu? Você tem tempo para deitar e não fazer nada, só pensar no planeta, em você, na teoria do big bang? Engraçado como nós só nos espreguiçamos quando somos bebês. É uma delícia ver aquelas coisinhas fofas na maior “esticação” quando acordam. E os animais? Até os pássaros se espreguiçam para iniciar o dia. Porque eles têm tempo. Nós não. Leu até aqui? Bom sinal!

Sobre Tália Jaoui:
Tália Jaoui é palestrante na área comportamental, coach, possui formação em educação física, psicologia e especialização em PNL (Programação Neurolinguística); e é também autora do livro -“Cogito Ergo Sum – Penso, logo existo”, com 44 crônicas redigidas a partir da observação de fatos e comportamentos de pessoas do mundo inteiro. Hoje, além de ser diretora da Dhuma – Desenvolvimento Humano, Tália também realiza coaching, palestras e cursos fazendo uma curiosa relação entre condicionamento físico e mental. Todo trabalho desenvolvido por ela é baseado em quatro pilares: comportamento humano, comunicação, qualidade de vida e evolução. Com temas cotidianos e abordados com facilidade e de forma didática, Tália Jaoui garante – “Mudamos o comportamento de sua empresa”. www.taliajaoui.com.br

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