Proteína formadora de osso: Uma nova opção para o enxerto ósseo dos maxilares

Proteína formadora de osso: Uma nova opção para o enxerto ósseo dos maxilares

Cirurgião Buco-Maxilo-Facial, Dr. José Flávio Torezan fala sobre benefícios da BMP – Bone Morphogenetic Protein

A busca pela melhora do sorriso, seja por razões estéticas ou por melhoras nas funções (mastigação, fala etc..), tem sido constante na atualidade. A reposição de dentes perdidos é bastante satisfatória com os implantes dentários, porém em muitos casos não há osso suficiente para instalação dos implantes. Nesses casos o cirurgião dentista precisa utilizar enxertos ósseos. Existe uma variedade de tipos e formas de enxertos ósseos, desde aqueles retirados do próprio paciente (autógeno), os retirados de doadores (banco de ossos) até derivados de animais, ou mesmo sintéticos. Para a escolha do enxerto a ser utilizado em cada paciente, o cirurgião tem que levar em consideração vários fatores, como o estado de saúde, o custo, o tamanho da área operada e condições especiais, como tabagismo.

O Brasil, a partir de 2007, passou a importar dos Estados Unidos, uma nova forma de reposição óssea para os maxilares. Obtida a partir da engenharia genética, a chamada proteína óssea morfogenética ou simplesmente BMP (do inglês – bone morphogenetic protein) é a mais nova forma eficaz de se produzir osso. É necessário ressaltar que todos os seres humanos possuem naturalmente essa proteína no tecido ósseo, sendo ela responsável pelo processo constante de renovação do esqueleto. A proteína BMP foi clonada do DNA humano e assim conseguiu-se produzi-la em uma escala industrial. Esse processo é muito caro, o que obviamente eleva o preço do produto para os pacientes. No Brasil e nos Estados Unidos essa proteína é comercializada em kits de diversos tamanhos, de acordo com a necessidade do cirurgião.

As principais indicações dessa “proteína formadora de osso” são nas reconstruções em pacientes idosos, que necessitam às vezes de maior área óssea a ser reposta e não podem ou não querem remover seu próprio osso para reconstrução. Além disso, pacientes fumantes e diabéticos tem menor potencial de cicatrização dos enxertos, nos quais a BMP pode ser utilizada, com expectativas de melhorar o resultado da cirurgia.

Vale ressaltar que não existe nenhum biomaterial para enxerto melhor do que o retirado do próprio paciente (autógeno), porém quando isso não é possível, a proteína óssea morfogenética clonada do DNA humano, torna-se melhor ferramenta.

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